Já se encontra aqui publicado o calendário dos Exames de 2014/2015.
Aponte já no seu calendário os Exames que irá realizar e toca a planear o estudo já!!
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domingo, 8 de março de 2015
terça-feira, 18 de novembro de 2014
1º Aniversário!!
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terça-feira, 10 de junho de 2014
Sete dicas para a preparação para os Exames
Depois de um ano de trabalho devem estar cansados mas agora é só mais um último esforço para atingirem os vossos objectivos .
É assim necessário que sejam tomadas medidas de estudo para os Exames com antecedência. Por isso vou tentar ajudar-vos dando algumas dicas.

Planear
Fazer um planeamento de estudo semanal com recurso a um calendário com as datas dos exames já colocados, assim como fazer um planeamento diário é fundamental para que não se desviam do mais importante: ESTUDAR!
Já deverão ter uns apontamentos organizados por temas onde estarão todas as definições, regras, fórmulas e notas que lhe pareçam importantes.
Praticar, praticar e praticar
Comecem por estudar por temas e façam e refaçam exercícios.
Do tema que pensam ter mais dificuldades e/ou o(s) mais importante(s) do Exame ao mais acessível e/ou menos importante. Não desistam logo à primeira...deve-se sempre tentar, rever exercícios e resoluções e voltar a tentar de novo!
Sem persistência nada se consegue!
Nesta fase os exercícios que devem ser feitos são de exames, a não ser que haja dificuldades... Caso aconteça devem rever a matéria e fazer exercícios de exigência gradual.
Livro de preparação para Exames
Não sendo essencial se puderem adquiram um livro de preparação para Exames. Tem sempre resumos de matéria, exercícios de diferentes graus de dificuldade e exercícios-tipo exame e Exames com resoluções. Ajuda pois está tudo já organizado num só livro.
Mente sã em corpo são
Deve fazer pequenas pausas a cada duas horas de estudo.
É importante fazerem todas as refeições e dormirem as oito horas de sono.
Grupos de Estudo
É aconselhável ter um grupo de estudo. É sempre bom tirar dúvidas e/ou ouvir outras dúvidas e rever métodos e estratégias de outros alunos.
Não se esqueçam que para duas horas de estudo com amigos têm direito a apenas 15 minutos de conversa.
Simular um Exame
Depois de terem estudado e feito muitos exercícios e problemas devem fazer uma simulação de alguns exames, isto é, devem realizar um exame no tempo definido. Depois façam uma avaliação: vejam os critérios de correção e onde falharam, o que falharam e porque falharam.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Contagem Decrescente para os Exames!
sábado, 15 de março de 2014
Escher. O Matemático Artista!!
" Apesar de não possuir qualquer conhecimento ou treino nas ciências exactas, sinto muitas vezes que tenho mais em comum com os matemáticos do que com os meus colegas artistas"
M. C. Escher
Escher não se considerava artista nem matemático. Mas a verdade é que criou obras primas artístico-matemáticas, fascinado que era por paradoxos visuais. Nos seus desenhos somos levados a novos universos, onde a geometria se transforma em arte ou a arte em geometria.
A Matemática sempre caminhou ao lado da Arte. As obras de M.C. Escher são um excelente exemplo de como as imagens - Arte - podem ajudar ao entendimento de temas complexos da Matemática.
A geometria permite que os alunos experimentem a interacção criativa entre a Matemática e a Arte. Tomemos o exemplo da repetição de um polígono regular em torno de um ponto, sem sobreposição, à exceção da existência de lados comuns, e a sua representação no papel, que conduzirá aos alunos verificar se esse polígono pode ou não ser usado para pavimentar o plano.
Uma pavimentação consiste em cobrir totalmente uma superfície repetindo um padrão formado por figuras geométricas de tal forma que nunca se verifique qualquer sobreposição.
Como demonstra a Matemática, os únicos polígonos utilizados são os triângulos equiláteros, os quadrados e os hexagonos regulares, porque só é possível realizar divisões regulares do plano com estes três polígonos regulares.

M. C. Escher
Escher não se considerava artista nem matemático. Mas a verdade é que criou obras primas artístico-matemáticas, fascinado que era por paradoxos visuais. Nos seus desenhos somos levados a novos universos, onde a geometria se transforma em arte ou a arte em geometria.
A Matemática sempre caminhou ao lado da Arte. As obras de M.C. Escher são um excelente exemplo de como as imagens - Arte - podem ajudar ao entendimento de temas complexos da Matemática.
A geometria permite que os alunos experimentem a interacção criativa entre a Matemática e a Arte. Tomemos o exemplo da repetição de um polígono regular em torno de um ponto, sem sobreposição, à exceção da existência de lados comuns, e a sua representação no papel, que conduzirá aos alunos verificar se esse polígono pode ou não ser usado para pavimentar o plano.
Uma pavimentação consiste em cobrir totalmente uma superfície repetindo um padrão formado por figuras geométricas de tal forma que nunca se verifique qualquer sobreposição.
Como demonstra a Matemática, os únicos polígonos utilizados são os triângulos equiláteros, os quadrados e os hexagonos regulares, porque só é possível realizar divisões regulares do plano com estes três polígonos regulares.
No entanto nas imagens do Escher, este não parece usar nenhum destes polígonos.
Aqui está o erro! Ele apenas usou a Arte para ludibriar a Matemática.
Reparem, pegou num quadrado e foi recortando e conseguiu transformá-lo num figura com a mesma área.
Como se pode ver:
Assim encaixam na perfeição nas pavimentações!

E a mesma temática no programa de "Isto é matemática", o vídeo aqui
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Ano Novo. Novos Desafios!!
Vamos começar o ano com desafios!!!
Um por mês e têm duas semanas para tentar resolver!! Vamos lá a tentar!!
Vamos começar com um fácil...
1. TORNEIO QUADRANGULAR
O Porto, o Benfica, o Sporting e o Guimarães participaram num torneio quadrangular de futebol a uma volta, isto é, cada equipa jogou uma única vez com as outras três.
Curiosamente, os resultados dos seis jogos foram todos diferentes e cada equipa obteve uma vitória, um empate e uma derrota. Como ficaram todas com o mesmo número de pontos, foi preciso desempatar pela diferença de golos e a classificação ficou assim ordenada:
Quais foram os resultados dos jogos?
Um por mês e têm duas semanas para tentar resolver!! Vamos lá a tentar!!
Vamos começar com um fácil...
1. TORNEIO QUADRANGULAR
O Porto, o Benfica, o Sporting e o Guimarães participaram num torneio quadrangular de futebol a uma volta, isto é, cada equipa jogou uma única vez com as outras três.
Curiosamente, os resultados dos seis jogos foram todos diferentes e cada equipa obteve uma vitória, um empate e uma derrota. Como ficaram todas com o mesmo número de pontos, foi preciso desempatar pela diferença de golos e a classificação ficou assim ordenada:
Jogos
|
Golos Marcados
|
Golos Sofridos
|
|
Porto
|
3
|
4
|
2
|
Sporting
|
3
|
2
|
2
|
Benfica
|
3
|
3
|
4
|
Guimarães
|
3
|
2
|
3
|
Quais foram os resultados dos jogos?
Problema retirado do Livro : "Desafios 6" - Eduardo Veloso e José Paulo Viana
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Os Números de Fibonacci
Os números que se encontram na figura em baixo são exatamente os números da Sucessão de Fibonacci.
Fibonacci formolou um problema que veio a dar origem posteriormente a esta sucessão. Em 1202 Fibonacci interessou-se pela reprodução de coelhos. Ele criou então um cenário imaginário com as condições ideiais, sob as quais os coelhos se poderiam procriar.
O objectivo era responder à seguinte questão:
Quantos pares de coelhos é que vão existir daqui a um ano?
Condições:
|
Demonstração:
Mês 0 - No início da experiência existe apenas um par de coelhos.
Mês 1 – Após um mês, os coelhos acasalaram mas
ainda não deram à luz. Um par de coelhos ainda.
Mês 2 – Neste mês já a fêmea deu à luz um par de
coelhos. Existem agora dois pares de coelhos.
Mês 3 – Depois de 3 meses, o par inicial de coelhos
dá à luz mais um par de coelhos. No entanto, o segundo par acasala. Isto faz
então um total de três pares.
Mês 4 – Aos 4 meses, o par original tem mais um par
de coelhos. O par nascido no mês 2 também dá à luz. O par de coelhos nascido
no mês 3 acasalam, mas ainda não dão à luz. Isto faz um total de cinco
pares.
Mês 5 – Aos 5 meses, todos os pares que nasceram até há dois meses dão à
luz. Isto totaliza oito pares.
E assim sucessivamente...
Será que se consegue encontrar uma maneira
de saber o número exacto de coelhos num determinado mês,sem ter de determinar o
número de coelhos de todos os meses anteriores?
Claro que sim!!
Então quantos pares de coelhos nascem em
cada mês?
Como demora dois meses para cada
novo par dar à luz, então cada par de coelhos que já existia há dois meses
atrás irá dar à luz um novo par de coelhos. Por outras palavras, o número de
novos pares de coelhos de cada mês, é igual ao número de coelhos nascidos dois
meses antes.
Como nós queremos o número de pares de
coelhos que estavam vivos antes dos novos nascerem, então este número é o
mesmo número de pares de coelhos que existem no mês anterior.
Concluindo, o
número de pares de coelhos em determinado mês, é a soma dos pares de coelhos
existentes nos dois meses anteriores a este.
Matematicamente, temos:
|
Espreitem este vídeo extraordinário sobre os números que acabei de falar e INSPIREM-SE!!
Explicações de Matemática - Massamá
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
TANGRAM é um antigo jogo chinês, que consiste na formação de figuras e desenhos por meio de 7 peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo). Não se sabe exatamente quando o jogo surgiu, embora exista uma lenda sobre tal criação. Segundo a mesma, um imperador chinês quebrou um espelho, e ao tentar juntar os pedaços e remontá-lo, percebeu que poderia construir muitas formas com seus cacos.
TANGRAM não exige grandes habilidades dos jogadores; basta ter criatividade, paciência e tempo. Durante o jogo, todas as peças devem ser utilizadas; além disso, não é permitido sobrepor nenhuma peça.
TANGRAM pode ser utilizado em aulas de matemática, uma vez que o mesmo estimula os alunos a desenvolverem a criatividade e o raciocínio lógico, habilidades essenciais no estudo da disciplina.
Vamos construir!!
1. Desenha um quadrado com, pelo menos, 8 cm de lado e traça uma diagonal.
2. Traça outra diagonal do quadrado só até ao centro.
3. Acha metade da distância entre o centro e vértice
superior direito e traça a reta 3 que passa pelo ponto e é paralela à
primeira diagonal.
4. Prolonga a segunda diagonal até à reta 3.
5. Traça a reta 5 que é paralela ao lado superior
do quadrado.
6. Traça a reta 6 que é paralela à segunda
diagonal.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O Príncipe da Matemática - Gauss
Um dia, na aula, um professor propôs aos seus alunos, o seguinte difícil exercício:
Cada um, depois de
o fazer, deveria assentar o resultado na pequena ardósia que usava e colocá-la
na mesa do professor.
Os rapazes entregaram-se às contas, mas o jovem Gauss, após um brevíssimo momento de concentração, escreveu um número na sua ardósia e colocou-a na mesa. Todos acharam estranho. Mas, quando se foi ver o resultado, Gauss tinha acertado, tendo calculado em fracções de segundo o que outros tinham demorado muito tempo a conseguir.
Os rapazes entregaram-se às contas, mas o jovem Gauss, após um brevíssimo momento de concentração, escreveu um número na sua ardósia e colocou-a na mesa. Todos acharam estranho. Mas, quando se foi ver o resultado, Gauss tinha acertado, tendo calculado em fracções de segundo o que outros tinham demorado muito tempo a conseguir.
Vamos lá ver o raciocínio do menino Gauss de apenas 7 ou 8 anos:
Gauss terá reparado que a soma podia ser rescrita «dobrando a meio» a lista de números e
agrupando pares a contar dos extremos.
Assim, em vez de somar 1 + 2 + 3 + ... +
99 + 100, teria somado (1 + 100) + (2 + 99) + (3 + 98) + ... (50 + 51). São 50 somas e cada uma delas resulta sempre no mesmo número:101.
Portanto, para somar todos os números de 1 a 100 basta somar 50 vezes 101, isto é, calcular50 x 101 = 5050. Cá está!!!
Portanto, para somar todos os números de 1 a 100 basta somar 50 vezes 101, isto é, calcular
Desta forma encontrou, sem saber, a propriedade da simetria das progressões aritméticas.
Por exemplo:
O método usado por Gauss serve para calcular a soma dos termos de qualquer progressão aritmética. Vamos utilizá-lo para a progressão aritmética acima descrita:
A soma de todos os números de 1 a 100 é um caso particular de soma dos primeiros n termos de uma progressão aritmética. Uma progressão aritmética é uma sucessão de números em que a diferença entre dois números consecutivos é sempre a mesma.
Por exemplo:
5, 8, 11, 14, 17, 20, 23, 26
é uma progressão aritmética de razão 3 (a diferença entre dois termos consecutivos é sempre igual a 3).
O método usado por Gauss serve para calcular a soma dos termos de qualquer progressão aritmética. Vamos utilizá-lo para a progressão aritmética acima descrita:
| 5 | + | 26 | = | 31, |
| 8 | + | 23 | = | 31, |
| 11 | + | 20 | = | 31, |
| 14 | + | 17 | = | 31. |
Logo, a soma é 4 x 31 = 124.
A partir destas observações, vemos que para calcular a soma dos n primeiros termos de qualquer progressão aritmética basta somar o primeiro termo com o último e multiplicar por metade da quantidade de termos. Isto é, se:
A partir destas observações, vemos que para calcular a soma dos n primeiros termos de qualquer progressão aritmética basta somar o primeiro termo com o último e multiplicar por metade da quantidade de termos. Isto é, se:
|
a soma de todos os termos da PA poderá ser calculada pela fórmula:
S = (a1 + an) n/2.
Explicações de matemática - Massamá
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
MANTÉM-SE A BASE E SOMAM-SE OS EXPOENTES
Um dos meus trabalhos de 4º ano de faculdade - cadeira de Metodologia de Matemática. A proposta era: relatar parte de uma
aula fictícia sobre uma temática e depois fazer uma reflexão:
Mantém-se a base e
somam-se os expoentes
Ia iniciar na aula as potências de expoente inteiro na turma de 8ºano. Esta era um pouco problemática e com algumas dificuldades e pensei:
O que vou fazer? Com que proposta de trabalho, irei conseguir, com que a minha turma esteja toda empenhada e motivada na sua concretização?
Depois de muito refletir, acabei por fazer uma ficha de trabalho onde eram
calculadas algumas potências e assim, depois desses exemplos, esperava que os
alunos conseguissem “chegar” a algumas propriedades das potências sozinhos. A
melhor maneira de os entusiasmar era pô-los aos pares para que assim pudessem
discutir com o colega todas as suas “descobertas”. E assim o fiz!
De imediato começaram a surgir dúvidas, embora fosse ajudando, tentei não dar
logo as respostas para que, por iniciativa própria, conseguissem “ver” qual a
propriedade de potências.
A certa altura, vi um dos pares em desacordo em relação a algo, e dirigi-me a
eles. O Miguel, que era um aluno um pouco fraco, afirmou:
- Já descobri uma das propriedades!
Dois ao cubo vezes dois à sexta é quinhentos e doze que é dois à nona, por
isso, como os “dois” se mantêm e como nove é seis mais três, a propriedade deve
ser: mantém-se a parte de baixo e somam-se os números de cima.
- Mas explica-me melhor o que
é isso de parte de baixo e os números de cima?- pedi para explicar.
O Miguel pensou algum tempo, mas a Rita, a sua colega do lado, tentou esclarece-lo do seu erro de linguagem:
- Ouve Miguel, a parte de
baixo chama-se base e os números de cima são os expoentes.
- Então pronto “stôra”, a
propriedade é: mantém-se a base e somam-se os expoentes.
Pedi ao Miguel para tentar escrever a propriedade no quadro e pôr o exemplo que conseguiu. Mas a Rita ainda tinha dúvidas sobre a propriedade e retorquiu:
- Mas “stôra”, dois ao cubo
vezes menos dois à sexta continua a ser quinhentos e doze, mas têm duas
bases diferentes e continua a ser dois à nona, não é?
De certa forma, ela tinha razão, mas eu esperava que os alunos vissem porque é
que continuava a ser dois à nona e porque é que se poderia aplicar a
propriedade. Assim, disse à Rita para expor o problema à turma no quadro para que
todos chegassem a alguma conclusão.
Todos, uns mais depressa que outros, chegaram à mesma conclusão. No fim da aula
todos pareciam satisfeitos com as suas “descobertas” e a Rita ainda exclamou:
- Assim até é fixe vir à aula
de Matemática “stôra”!
Reflexão
O ensino-aprendizagem da Matemática deve envolver interações dos alunos entre
si e entre os alunos e o professor. Assim, antes de tudo, é necessário que o
professor saiba refletir sobre a melhor forma dessa interação ocorrer na sala
de aula para que os alunos se sintam motivados e se empenham na tarefa da aula.
Pretendia-se que com esta
tarefa os alunos falassem, interagindo entre si, desenvolvendo o seu pensamento
e através de relações entre os números e calculo destes conseguissem fazer conjeturas
e pôr hipóteses. Sabendo que cada aluno tem a sua melhor forma de aprender, é
importante verificar que nesta narrativa, mesmo um aluno mais fraco, conseguiu
tirar conclusões. É importante também notar que a professora deu a
importância devida àquele aluno, o Miguel, pois mandou-o escrever o resultado
que tinha chegado no quadro como se fosse uma “vitória” dele e de certa forma
fosse mostrar aos colegas a sua conclusão. Desta maneira a professora encoraja
o aluno a intervir mais nas tarefas e a acreditar nas suas capacidades.
A interação aluno-aluno é
muito gratificante para os alunos pois, para além de contribuir para promover
atitudes morais e cívicas como a confiança, a autonomia e a responsabilidade,
permite aos alunos, acima de tudo, expor as suas ideias, ouvir os seus colegas,
colocar questões, discutir estratégias e soluções, argumentar e criticar outros
argumentos. É certo que este tipo de trabalho coletivo só funciona se for bem
conduzido pelo professor se criar nos alunos expectativas em relação ao seu
trabalho.
Uma dificuldade do
professor no decorrer da aula é a desmotivação dos alunos. Um primeiro
problema que o professor se coloca a si próprio é de como motivar os
alunos para uma certa matéria. É, no entanto, essencial encontrar uma
tarefa estimulante e ao mesmo tempo adequada ao conteúdo e é necessário que o
professor tenha expectativas altas dos seus alunos. Pois quanto mais baixas são
as expectativas que os professores têm dos seus alunos menos eles se esforçam
por fazer.
As tarefas de investigação
são uma forma de comunicação escrita, como se viu nesta narrativa, quando a
professora pede ao aluno para escrever no quadro aquilo que tinha acabado de
afirmar, é também uma forma de comunicação oral, pois os alunos tentam exprimir
o que estão a raciocinar e acabam por, com a ajuda da professora ou de outros
alunos, conseguir falar corretamente os termos matemáticos.
A dúvida da Rita era muito
interessante e estimulante para que ocorresse discussão na sala de aula e que
com a dúvida a propriedade acabasse por ser devidamente assimilada por todos
corretamente. A professora tentou, ao pedir à Rita para expor o problema à
turma, que fosse isso mesmo que acontecesse. Os alunos conseguiram por si só
chegar a conclusões tornando a aula muito mais interessante que a maioria das
aulas tipicamente “tradicionais”, aulas expositivas onde quem dá as
“conclusões” é a professora e os alunos não fazem nada mais senão
escrevê-la no caderno e “praticá-la” com alguns exercícios.
É certamente difícil, para
o professor, aplicar novos métodos de ensino na sala de aula, realizar atividades
inovadoras e dar assim mais “poder” ao aluno na continuidade da aprendizagem
mas “cabe-lhe, também, procurar, através da troca de experiências com os seus
colegas, da participação de atividades de formação e em projetos inovadores de
investigação ou investigação-ação, aperfeiçoar-se e tornar-se cada vez
mais competente no manejo dos instrumentos de análise e das abordagens próprias
da sua área profissional.”(Ponte et al.,1997)
Explicações de matemática - Massamá
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